Os crias dão seu recado na BrasilSoccer


Seis gols e um recado logo na largada

O Vasco Sub-14 estreou na Brasil Soccer como quem chega com o motor quente e a confiança calibrada. Diante da AFAP, de Campos dos Goytacazes, os crias entraram em campo para impor território — e conseguiram. O resultado final, 6 a 0, foi mais do que goleada: foi uma apresentação de força coletiva e de controle emocional, daqueles jogos em que o time parece sempre estar um passo à frente.

Lucas Frota

No primeiro tempo, o Vasco acelerou desde o início. A equipe empurrou o adversário para trás, roubou campo, encurtou espaços e fez a bola girar com propósito. A pressão foi constante, a postura foi dominante, e o placar de 4 a 0antes do intervalo resumiu bem o que aconteceu: domínio total, ritmo alto e fome de jogo.

No segundo tempo, o Vasco fez alterações, mas não mexeu na identidade. O time manteve o mesmo padrão: agressivo na retomada, organizado para atacar e atento para evitar sustos. A AFAP ainda tentou construir algumas jogadas, respirou em raros momentos, mas não conseguiu mudar o roteiro. O Vasco seguiu controlando, ampliou e fechou a conta em 6 a 0, com uma atuação que deixou claro: o Trem da Colina entrou na Brasil Soccer embalado — e com apetite.


Lucas Frota: firmeza de zagueiro e qualidade com a bola

A estreia também foi importante para Lucas Frota. Ele entrou no intervalo, do primeiro para o segundo tempo, atuando como zagueiro — e mostrou por que a versatilidade pesa tanto no futebol de base.

Frota foi firme na marcação, teve boa leitura nas coberturas e, principalmente, exibiu qualidade naquilo que hoje é quase obrigatório para um defensor moderno: saída de bola com segurança e lançamentos bem executados. Em vez de apenas afastar, ele ajudou o time a construir. E não ficou só nisso: Lucas teve participação direta no sexto gol, contribuindo para que o Vasco mantivesse intensidade e lucidez até o último minuto.

Para um torneio desse tamanho, estrear com atuação sólida é como colocar o primeiro tijolo de uma campanha longa. E Frota começou bem: com confiança, responsabilidade e impacto.


Curiosidade: Macaé e o peso do palco do futebol

Macaé, sede da Brasil Soccer, tem uma ligação forte com o futebol do Rio — e não apenas como cidade anfitriã. O município é casa do Macaé Esporte, clube que alcançou um feito histórico ao conquistar um título nacional: a Série C do Brasileiro em 2014. É uma lembrança viva de que, no futebol, o interior também pode ser protagonista, e que Macaé sabe receber — e revelar — histórias grandes no gramado. (Referência: Wikipedia – Macaé Esporte)

E há outro detalhe que dá dimensão ao torneio: a organização reforça que a competição tem ampla visibilidade e transmissões ao vivo, ampliando o alcance dos jogos e colocando holofotes sobre a nova geração. (Referência: post da Brasil Soccer Cup no Instagram)


Curiosidade do Vasco: a força de um clube que constrói caminhos

O Vasco é um clube que não carrega apenas títulos — carrega símbolos. Um deles é a própria ideia de “trem” que a torcida adotou: a imagem de um time que avança com força, que impõe presença e que não se encolhe quando o desafio aumenta. No Vasco, a base sempre foi parte dessa identidade: é ali que se formam não só jogadores, mas também o espírito de competição, de luta e de pertencimento.

Essa herança aparece quando o sub-14 entra em campo com personalidade, quando mantém o ritmo mesmo com mudanças, quando transforma estreia em afirmação. O Trem da Colina é metáfora — mas também é método: trabalho, repetição, e ambição.


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Lucas Frota, vasco base